As Apostas em Portugal (Antes e Depois da Legalização) • Guia do Apostador

Apostas em Portugal (Antes e Depois da Legalização) • Guia do Apostador

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Sejam bem-vindos, investidores desportivos!

Hoje em dia é frequente e banal falar de apostas em Portugal. É verdade que muitas vezes se fala mal, ou não se sabe bem o que se diz, mas isso é prática nacional. Os portugueses têm opinião para tudo! As apostas entraram no nosso léxico devido à forte presença das marcas nos anúncios televisivos e radiofónicos, nas publicidades dos jornais e revistas e nos cafés, onde passou a ser possível apostar.

Esta alteração começou a ocorrer a partir do momento em que as apostas em Portugal foram legalizadas. Agora, atenção! Alteração, mas não no paradigma, porque as apostas em Portugal continuam a ser vistas como coisa de malandro e de preguiçoso que não quer trabalhar. Porque no nosso País, apostar não é um trabalho, é um passatempo e aqueles que afirmam viver em exclusivo de apostas é porque têm actividades ilícitas, em paralelo.

Tudo mudou, para a nossa comunidade, no dia 29 de abril de 2015, data em que foi aprovado o Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online (RJO), através de decreto-lei publicado em Diário de República. Esta legislação veio definir os requisitos exigidos para os operadores, também conhecidos como casas de apostas, operarem em Portugal. Veio clarificar as obrigações e os deveres impostos a estes operadores, nomeadamente, a tributação. E veio também, criminalizar toda a actividade não prevista na sua redacção. E esta mudança, foi boa? Bem, depende.

A Realidade Antes da Legalização das Apostas em Portugal:

Recordemos a realidade que existia antes do Governo se ter envolvido e legislado as apostas em Portugal.

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Vivíamos então, como se vive hoje, no Brasil. Graças a um buraco na lei sobre toda e qualquer referência a jogos de sorte ou azar disponibilizados online, era possível abrir conta em qualquer casa de apostas do mundo e nela, depositar o nosso dinheiro e colocar as nossas apostas. As casas de apostas que existiam eram as que nos estavam disponíveis. Podíamos optar entre apostas em pre-live, apostando contra as casas de apostas, ou podíamos apostar em live, nas bolsas de apostas, contra outros apostadores. Era uma época de liberdade, uma espécie de el-dourado nas apostas em Portugal. Mas também existiam desvantagens, sobretudo, a falta de protecção para o apostador, que sem informação, poderia ser apanhado em esquemas fraudulentos, ou abrir contas e depositar o seu dinheiro em casas de apostas mal reguladas, mal controladas e acima de tudo, mal intencionadas.

Os Casos de Sucesso na Apostas em Portugal:

Nesta época surgiram alguns casos de sucesso que foram, imediatamente, mediatizados e basta pesquisar na web para se encontrar o artigo original – que, se a memória não me falha, teve a autoria do incansável Correio da Manhã. De repente, Portugal começou a conhecer o Paulo Rebelo, o seu Ferrari Testarossa e a sua capacidade em lucrar milhares de euros numa só partida de futebol. Passou a conhecer o “Pedro”, um seguidor do Paulo Rebelo que preferiu salvaguardar o seu anonimato. E que dizer do Roberto Teixeira, o trabalhador da Junta de Freguesia de São João da Talha que fazia das apostas o seu part-time, podendo optar por trabalhar ou não «(…) sabendo que em 90 minutos de jogo, consigo ganhar mais do que o dobro do que ganho no meu trabalho a tempo inteiro (…)».

Estes três casos serviram para publicitar as apostas cruzadas, que no jargão das apostas corresponde ao trading, inspirando muitos portugueses a tentar a sua sorte, seduzidos pelos ganhos de cada um deles, ou apenas pelo Ferrari do Paulo Rebelo. A legalização das apostas em Portugal levou à extinção do trading e por agora, apenas se pode especular sobre o seu regresso.

Esta, foi a época em que as comunidades de apostadores proliferaram, multiplicando-se, sobretudo, devido às ligações lucrativas com as casas de apostas, publicitando-as. Algumas, distinguiam-se porque procuravam dar algo mais do que apenas um banner ou um link para registo na casa de apostas, procurando educar o apostador, mostrando que o caminho é duro e tortuoso e que nem todos chegam ao Ferrari, só os excepcionais, os que são fora-de-série. Comunidades como a nossa que procura dotar os seus utilizadores de conhecimentos profundos e privilegiados para apostar lucrativamente.

Depois da Legalização das Apostas em Portugal

No dia 29 de abril de 2015 esta realidade mudou e a maioria dos operadores, sobretudo os mais interessantes para os apostadores começaram a impor regras restritivas aos utilizadores nacionais, tentando cumprir com o normativo do RJO, evitando assim, procedimentos criminais. Foi o fim da debandada que já se havia iniciado. Na prática e para nós, indivíduos ordinários que se sentam ao computador a analisar dados, calcular estatísticas, compilar informações sobre clubes e jogadores, isto traduziu-se na falta de alternativas para apostar até termos ficado sem nada e impossibilitados de apostar. A este período, designamos simpaticamente como blackout, mas na realidade, foi mais uma trapalhada à portuguesa. Casas como a Betfair, a Bet365, a William Hill e outras, que eram utilizadas por nós e referências na indústria, fecharam-nos as suas portas e até hoje continuam sem regressar a Portugal, ou sequer esboçar essa intenção.

Ao regular e legislar as apostas em Portugal, o Governo delegou no SRIJ (Serviços de Regulação e Inspeção de Jogos/Turismo de Portugal) a competência para analisar e atribuir licenças para a prática de jogo e apostas online. Todavia, a legislação criada teve e tem uma componente fiscal tão pesada para os operadores, ou casas de apostas, que muitos preferem manter-se afastados de Portugal, porque embora tenhamos um mercado apetecível, não o é assim tanto, se comparado com outros países europeus que também se decidiram a legislar as apostas, mas fazendo-o bem.

A 8 de Junho é publicada, em Diário da República, a portaria que permite à Santa Casa da Misericórdia operar como explorador de apostas desportivas à cota de base territorial. Nascia assim, o Placard! A nova galinha dos ovos de ouro da SCML prometia aos portugueses a possibilidade de apostar na desportiva, a partir de qualquer café, quiosque ou papelaria, onde já era possível registar as apostas no totoloto, totobola e euromilhões, ou comprar cautelas de lotaria.

Quando surge, o Placard, torna-se na única alternativa legal para apostar em Portugal, fortemente limitado nos mercados, disponibilizando eventos de poucos países e com poucas opções de apostas. Era possível apostar no resultado final e no resultado ao intervalo, em golos e numa originalidade designada desvantagem, que é por nós conhecida como handicap europeu. Pior foram as cotações oferecidas, sempre 20 a 30 ticks abaixo das casas de referência.

O Regresso das Apostas Online a Portugal:

Um ano depois, a 24 de maio de 2016 surge a primeira licença para apostas online, atribuída à Betclic. As hostes animavam-se! Porém, a Betclic não veio revolucionar o novo mercado de apostas em Portugal, concorrendo com o Placard. Pelo contrário, veio complementar a oferta, dando a sensação de concertação, pois a diferença residia apenas na forma de acesso (agora já era possível apostar online). As odds continuavam baixas e ridiculamente equivalentes. Os mercados continuavam a ser poucos e os eventos desportivos, menos ainda. Esta realidade sofreu pouca evolução até 2018.

Ganhamos casinos online e recuperamos a possibilidade de jogar poker online. Dispomos de 7 operadores licenciados para apostas desportivas online, mas continuamos sem poder apostar contra outros apostadores, através das bolsas de apostas e destes 7 operadores, nenhum consegue concorrer minimamente com as cotações que outros apostadores, em outros países, conseguem obter. As odds em Portugal, continuam distantes do que de melhor oferece a indústria.

O apostador português, para ser lucrativo com as casas de apostas em Portugal, tem de ser excepcionalmente bom e com uma taxa de acerto incrivelmente elevada, doutro modo não passa da troca de dinheiro com as casas.

As histórias de sucesso que conhecemos antes da regulamentação, eclipsaram-se. Em 3 anos de actividade regulada não se conhece um caso de um apostador que se tenha mediatizado com um Porsche, pronto… um Audi TT, porque os tempos estão difíceis.

Existem outros caminhos que podem levar ao sucesso? Existem e não implicam qualquer ilegalidade. Mantenha-se na nossa companhia para aprender mais sobre este e outros temas.

Um bem haja!

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Sobre o Autor

Helder Queimado

O meu nome é Hélder Queimado e comecei no mundo das apostas como muitos. Um amigo comentou uma aposta feita na antiga Betandwin e aguçou a minha curiosidade. À curiosidade juntou-se o bónus de boas-vindas e isso foi o que bastou para me registar, depositar e começar a apostar, certo de que tinha encontrado uma galinha de ovos de ouro.Naquela altura a ignorância era enorme e a técnica para colocar apostas era o "achismo". Nenhuma gestão de banca, nenhum controlo de stakes, nenhum estudo preliminar, apenas meia-bola e força. Fácil compreender que a primeira banca foi entregue à casa de apostas.Mais tarde e muito por força da atenção mediática dada aos apostadores profissionais portugueses, decidi abrir conta na Betfair e fui atrás de conhecimentos, técnicas, compreender como estes conseguiam viver exclusivamente de apostas e alguns até, ser milionários. Nesta altura já conhecia os termos, mas não os dominava. Ouvia falar de consistência e achava que era ganhar todos os dias. O que lucrava num dia acabava por perder no dia seguinte.Cheguei à conclusão que precisava de melhorar, aprender, aperfeiçoar. Ao longo deste período fui apanhado pelo processo de legalização e acabei por guardar este projecto numa caixa e escondê-la no fundo do armário.O lançamento do Placard trouxe de novo "o bichinho" e lancei-me na procura de conhecimento, na experimentação e sobretudo, na especialização. Facto que nenhuma das casas legalizadas em Portugal me poderia oferecer os preços que eu necessitava para crescer, evoluir e acima de tudo, procurar o Longo Prazo.Confesso que o último semestre de 2017 e o primeiro de 2018 revolucionaram a minha percepção sobre a indústria e transformaram, completamente o meu paradigma permitindo-me projectar com clareza aqueles que são os meus objectivos e o caminho que devo seguir para concretizar os meus sonhos nas apostas.Actualmente, considero-me especialista no mercado de golos e procuro trabalhar de forma profissional com casas de apostas profissionais. Procuro publicar regularmente as minhas análises que ultrapassam a simples sugestão de aposta porque, considero muito importante um apostador ter a capacidade de redigir os factos apurados e justificar a sua aposta, de maneira a que muitos o compreendam e não apenas o próprio. Tal, permite-me confirmar o meu prognóstico ou, em alguns casos revê-lo e alterá-lo.Não vivo exclusivamente de apostas porque ainda não realizei todos os passos que necessito, mas, não tarda.Despeço-me com um forte abraço.Hélder M Queimado

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