Como Escolher os Jogos nas Apostas Desportivas? Guia do Apostador

Como Escolher os Jogos nas Apostas Desportivas? Guia do Apostador

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Sejam bem-vindos, investidores desportivos!

Como é que faz, presentemente, para seleccionar os jogos em que deseja trabalhar? Consegue enumerar, dois ou três motivos objectivos, que justifiquem porque trabalha um jogo do Liverpool e não um do Nantes? Ou será que ainda está naquela fase embrionária de escolher, aleatoriamente e sem critério, ou apenas pela hora em que a partida será disputada?

Este novo artigo debruça-se sobre este tema, com uma perspectiva que não é nenhum dogma, apenas uma visão partilhada por inúmeros apostadores, bem-sucedidos e mais importante ainda, lucrativos.

Como primeiro critério podemos definir a familiaridade.

Mas não é a familiaridade de trabalhar os jogos do filho, do sobrinho ou do primo. É a familiaridade de trabalhar em jogos de campeonatos que conheça muito bem.

Este ponto já foi repetido em outros artigos e isso demonstra bem a importância que lhe devemos dar. Devemos escolher jogos para trabalhar, de competições que acompanhemos, desde logo pela importância de conhecer as regras, ter a perfeita noção de quantas equipas são despromovidas e quantas são elegíveis para as competições continentais, como são definidos os critérios de suspensão automática pela acumulação de cartões, etc., etc.

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Acredite o nosso leitor, isto não é teimosia ou mania, é facto!

Para um apostador que está apenas a começar, fará ainda mais sentido, completar o critério anterior, com outro, o das equipas que melhor conhece. E faz todo o sentido, não acha? Para alguém que está a iniciar e tem pouca experiência, ou que ainda tem pouco tempo, por não viver em exclusivo desta actividade, limitar as análises e o trabalho, a equipas cujo conhecimento já existe e está retido, ou cujas informações sobre as equipas surgem com normalidade e a um ritmo veloz, aumenta as probabilidades de ser bem-sucedido. Já o oposto, aumenta e muito, as probabilidades de rebentar a banca.

Uma das coisas que os apostadores desportivos devem evitar, sobretudo os que se estão a iniciar, é escolher os jogos pelo mercado, pela linha, ou pelas cotações.

É um desperdício de energia tal, que nem imagina, e o tempo que perde em analisar um jogo do campeonato do Quirguistão, dava para analisar toda a jornada da Liga Portuguesa.

Um segundo critério que afecta, sobretudo, os apostadores mais experientes, tem que ver com a liquidez.

Pese embora a liquidez dos mercados seja um factor com muito mais peso junto da comunidade trader, hoje em dia já afecta a comunidade punter.

Como bem sabemos, os maiores campeonatos, aqueles que tem maior mediatismo são também os que têm maior liquidez. O inverso também é válido, ou seja, os campeonatos de menor visibilidade têm menor liquidez. E sabendo nós que a liquidez tem que ver com a quantidade de dinheiro no mercado, poderá estar a perguntar-se como é que isso o afecta, enquanto punter que actua em pre-live. Pois bem, afecta na medida em que pode limitar a colocação da sua stake, precisamente, devido à falta de liquidez.

Se a sua banca é de 50 Euros, Dólares ou outra divisa qualquer isto não deve ser preocupante, mas se a sua stake já tem três ou quatro dígitos, pode ser muito preocupante. Experimente apostar 1000 Euros na vitória do Emelec sobre o Independiente del Valle, da Série A equatoriana e vai ver se consegue. Provavelmente não.

Outro critério, que talvez seja o mais importante, é o valor das cotações oferecidas.

Eis o Santo Graal das apostas desportivas, o valor esperado positivo. Identificar cotações, oferecidas pelas casas de apostas, que pequem por estar desajustadas, ou seja, mal precificadas em benefício dos apostadores. Esta é a única metodologia para se ser lucrativo no longo prazo.

Mas a questão que se coloca e que sempre se colocará é, como se encontram apostas de valor? Para o conseguir, é preciso que o apostador entenda toda a mecânica que envolve o valor esperado positivo e tenha a capacidade de calcular, de forma aproximada, a probabilidade correcta dos eventos, a chamada linha justa, para assim poder determinar se a cotação que está a ser oferecida, pela casa de apostas, está ou não desajustada.

Os apostadores mais experientes e que já incorporam critérios semelhantes a estes para selecionar os seus jogos, poderão perguntar, qual o número de jogos indicado. A minha sugestão é pegar em toda a jornada e precificar cada um dos jogos. Está comprovado que a cada 10 jogos, em média, dois ou três podem apresentar cotações desajustadas e importa relembrar, que é sobre o erro das casas de apostas que o apostador desportivo constrói o seu lucro.

Se já faz o que acabamos de descrever, está na hora de começar a trabalhar duas ou três jornadas futuras. Não trabalhando os jogos, ou fazendo uma análise detalhada, mas a desenhar a sua linha e a precificar as cotações sobre uma base estatística, e à medida que os dias vão passando, vai “limando” as primeiras impressões, afinando as probabilidades e cotações, conseguindo beneficiar das melhores odds logo na abertura dos mercados.

E já que de valor estamos a falar, onde acha que existe mais valor, na Premier League ou na primeira divisão de Gibraltar? Se respondeu Gibraltar, acertou. E tudo porque as casas de apostas, lançam as linhas e as cotações para esta competição, com base na estatística pura e dura, ignorando a forma das equipas, as ausências, os regressos, a motivação das equipas, as mudanças de treinador, ou seja, todos os factores subjetivos que dão vantagem aos apostadores, o grande problema é a falta de liquidez.

Muitas são as casas que assumem o prejuízo de manter cotações disponíveis para o campeonato do Quirguistão, Cazaquistão, Azerbaijão ou Gibraltar, que cobrem, tranquilamente, nas competições mais mediáticas, com mais liquidez e mais dados científicos, para serem compilados e trabalhados.

Qual é a sua opinião sobre o tema? Partilhe connosco.

Um bem haja!

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Sobre o Autor

Helder Queimado

O meu nome é Hélder Queimado e comecei no mundo das apostas como muitos. Um amigo comentou uma aposta feita na antiga Betandwin e aguçou a minha curiosidade. À curiosidade juntou-se o bónus de boas-vindas e isso foi o que bastou para me registar, depositar e começar a apostar, certo de que tinha encontrado uma galinha de ovos de ouro. Naquela altura a ignorância era enorme e a técnica para colocar apostas era o "achismo". Nenhuma gestão de banca, nenhum controlo de stakes, nenhum estudo preliminar, apenas meia-bola e força. Fácil compreender que a primeira banca foi entregue à casa de apostas. Mais tarde e muito por força da atenção mediática dada aos apostadores profissionais portugueses, decidi abrir conta na Betfair e fui atrás de conhecimentos, técnicas, compreender como estes conseguiam viver exclusivamente de apostas e alguns até, ser milionários. Nesta altura já conhecia os termos, mas não os dominava. Ouvia falar de consistência e achava que era ganhar todos os dias. O que lucrava num dia acabava por perder no dia seguinte. Cheguei à conclusão que precisava de melhorar, aprender, aperfeiçoar. Ao longo deste período fui apanhado pelo processo de legalização e acabei por guardar este projecto numa caixa e escondê-la no fundo do armário. O lançamento do Placard trouxe de novo "o bichinho" e lancei-me na procura de conhecimento, na experimentação e sobretudo, na especialização. Facto que nenhuma das casas legalizadas em Portugal me poderia oferecer os preços que eu necessitava para crescer, evoluir e acima de tudo, procurar o Longo Prazo. Confesso que o último semestre de 2017 e o primeiro de 2018 revolucionaram a minha percepção sobre a indústria e transformaram, completamente o meu paradigma permitindo-me projectar com clareza aqueles que são os meus objectivos e o caminho que devo seguir para concretizar os meus sonhos nas apostas. Actualmente, considero-me especialista no mercado de golos e procuro trabalhar de forma profissional com casas de apostas profissionais. Procuro publicar regularmente as minhas análises que ultrapassam a simples sugestão de aposta porque, considero muito importante um apostador ter a capacidade de redigir os factos apurados e justificar a sua aposta, de maneira a que muitos o compreendam e não apenas o próprio. Tal, permite-me confirmar o meu prognóstico ou, em alguns casos revê-lo e alterá-lo. Não vivo exclusivamente de apostas porque ainda não realizei todos os passos que necessito, mas, não tarda. Despeço-me com um forte abraço. Hélder M Queimado

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