Os 7 Pecados Capitais nas Apostas Desportivas - Guia do Apostador

Os 7 Pecados Capitais nas Apostas Desportivas – Guia do Apostador

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Sejam bem-vindos, investidores desportivos!

Este nosso artigo desafiou-nos a elencar os sete pecados capitais nas apostas desportivas, esperando claro, que sirva para alertar alguns apostadores que se estão a iniciar, para os perigos de alguns comportamentos e decisões, e também para mostrar aos que já têm algum tempo de caminhada, que os seus erros são comuns a muitos apostadores.

Recuperar Reds:

Os Reds não se recuperam!

Este teria de ser o primeiro dos sete pecados capitais, porque é um erro frequente e quase todos, se não mesmo todos, já passamos por isto.

Sempre que tentar recuperar um Red a única garantia que terá é a de estar a colocar em risco a sua própria banca.

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O Red é como o Green, parte integrante da actividade e deve ser encarado com a mesma naturalidade. Se teve um Red não mude tudo, não coloque tudo em causa. Reveja a sua análise e identifique falhas que possam justificar o Red, na certeza, porém, de que esta actividade conta com uma grande dose de imprevisão.

Se o Red impacta muito na sua vida, se é insuportável ter um Red, nesse caso é melhor mudar de actividade, ou de hobby, ou do que quer que as apostas desportivas representem para si, porque o Red vai andar de braço dado com o Green.

Aumentar stake (indiscriminadamente):

Nunca e em momento algum, aumente a sua stake para recuperar uma perda.

Se o anterior é o primeiro pecado capital, este teria de ser o segundo dos sete pecados capitais, por estar directamente relacionado com o anterior. Quem nunca foi para o mercado com o dobro da stake, há procura de opções para recuperar a perda anterior que atire a primeira pedra. Isto está errado e dá direito a vermelho directo!

O segredo nas apostas desportivas reside no valor e ao procurar, por vezes de forma desesperada, uma opção de investimento para recuperar uma perda, significa que não está a seleccionar uma opção com valor. E apostar sem valor, com o dobro da stake, é sinónimo de…? “Bum”! Estoiro de Banca e bye bye dinheiro.

Estes dois pecados capitais estão interligados entre si e são responsáveis por um elevado número de bancas perdidas para as casas de apostas.

Controlo e gestão emocional:

Eis o terceiro dos sete pecados capitais, controlo de emoções.

Uma mente sã é um dos factores diferenciadores nas apostas desportivas. A capacidade de gerir e controlar emoções é a característica que vai garantir o apostador no longo prazo.

Todos aqueles que são bem-sucedidos e lucrativos nas apostas desportivas aprenderam a controlar as suas emoções evitando tomar decisões irracionais e emocionais.

Ter a capacidade de manter a frieza e controlo das emoções é mais importante do que a análise estatística, mais importante do que a técnica ou o método que utilizamos e supera largamente os nossos recursos técnicos.

O controlo emocional é fundamental!

Gestão de Banca (sempre a mesma história):

Como poderia eu falhar neste pecado, o quarto dos sete pecados capitais. É importante repetir e repetir que a gestão de banca é fun-da-men-tal!

Ter uma boa gestão de banca faz a diferença entre o apostador de longo prazo e o apostador de fim-de-semana. Uma gestão de banca eficaz, minimiza o impacto das perdas e maximiza a acumulação de lucros.

Independentemente do método de gestão de banca que cada um utilize, o importante é adoptar um e manter-se fiel.

É impossível investir num jogo sem padronizar a stake, sem ter uma regra para investir, sem obedecer a um plano de longevidade. Ir a jogo com 5% aqui, 25% ali, ou 50% acolá não é técnica, é irresponsabilidade!

Todos aqueles que não têm gestão de banca, são os mesmos que vão para as redes sociais afirmar que as apostas desportivas não funcionam, e que tudo o que aqui fazemos é jogar, brincar com a sorte ou o azar.

Ganância:

Este pecado não poderia faltar, porque é universal, é um dos sete pecados capitais originais e pilares do catolicismo. A ganância é um vicio e todos os vícios tem uma conotação negativa.

Mas que tem a ver a ganância com as apostas desportivas? Tudo! Tal como tem tudo a ver com investimentos e negócios. Lá diz a sabedoria popular: quem tudo quer, tudo perde!

Quantas vezes optou por um over 2,5 quando a sua análise recomendava um over 2,25 e aquele jogo não foi além de dois golos? Só teria perdido meia stake e não a stake completa.

Quantas vezes a sua análise apontou para um handicap asiático 0 e você foi num -0,5? E porque é que isto acontece? Por causa daqueles ticks de diferença, não é?

Porque hei-de fazer 77% da stake se posso dobrá-la? Este é o pensamento mais frequente do apostador, que a dada altura foi ganancioso e por regra o resultado é a perda do investimento.

Ignorar o histórico:

Pecado próprio dos que se estão a iniciar, este sexto pecado capital.

É fundamental guardar um registo de tudo o que faz nas apostas desportivas!

Quando faz uma análise, redija-a, para mais tarde conseguir identificar os pontos que necessitam ser melhorados. Sempre que coloca uma aposta, registe-a numa folha de cálculo, num caderno, num software de gestão. Se possível, crie um diário da sua vida de apostador, onde regista as suas decisões, as suas emoções, os motivos que o levaram a afirmar o Liverpool melhor do que Burnley.

Pode ser digital, ou manuscrito, pode ser um blog, um vlog, uma página de rede social, o que quiser, mas crie o seu registo e preocupe-se em alimentá-lo.

Não tema expor os seus erros, porque todos erramos e sempre que o fizer, vão existir os engraçadinhos do “isso não é assim”, mas pelo meio também virão os apostadores sérios, experimentados, maduros, que sabem bem o que é errar (porque também eles erraram), dispostos a ajudar, a transmitir didática e partilhar conhecimento.

O peso da estatística:

O último dos sete pecados capitais é a sobre-valorização ou a sub-valorização da estatística. A análise estatística é fundamental, mas a sua importância deve ser medida.

Muitos são os apostadores que baseiam as suas decisões, única e exclusivamente nos números, na estatística, e outros há, que a ignoram por completo, preferindo outros métodos de análise.

O indicado é o meio termo (como em tudo)! A estatística é importante, sim, porque ajuda a identificar padrões e a mensurar comportamentos, todavia, não é a única metodologia de análise, nem sequer é um garante de futuro. O mesmo sucede para o inverso, o apostador que não valoriza a estatística deve aprender a incorporar a estatística no seu método, porque não basta saber que vai jogar o Messi ou o Ronaldo, é preciso avaliar a performance e o rendimento da equipa em determinados cenários, e isso só é possível com o recurso à estatística.

Sem o considerar um pecado capital, existe um outro factor que considero fundamental para a salutar evolução do apostador: Gestão de expectativas!

Algo que deve ser dito com toda a frieza e naturalidade, a(s) primeira(s) banca(s) de um apostador estão destinadas ao mercado e às casas de apostas. É normal que assim seja, pois faz parte do processo de aprendizagem. Poucos são aqueles que afirmam nunca ter estoirado uma banca, apesar de afirmarem existir.

Se está a começar, não traga um milhar de euros, traga algumas dezenas até compreender a actividade e a indústria. Até se encontrar neste meio.

Se tem € 500 disponíveis para investir em si como apostador, inicie com € 50 e reserve o restante para quando for mais experiente, na certeza de que estes € 50, muito provavelmente, vão acabar na conta da casa de apostas.

Mais, esqueça os milagres de dobrar a banca ou ganhar 200% de banca inicial, porque isso são metas irreais, criadas para impressionar ou para vender qualquer coisa.

A preocupação deve ser valorizar a banca, pouco a pouco até ter muito. Se num mês tiver lucrado 1 cêntimo, festeje, pois foi mais um mês Green. É preferível, a terminar o mês com menos 5 ou 10 unidades.

Um bem haja!

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Sobre o Autor

Helder Queimado

O meu nome é Hélder Queimado e comecei no mundo das apostas como muitos. Um amigo comentou uma aposta feita na antiga Betandwin e aguçou a minha curiosidade. À curiosidade juntou-se o bónus de boas-vindas e isso foi o que bastou para me registar, depositar e começar a apostar, certo de que tinha encontrado uma galinha de ovos de ouro.Naquela altura a ignorância era enorme e a técnica para colocar apostas era o "achismo". Nenhuma gestão de banca, nenhum controlo de stakes, nenhum estudo preliminar, apenas meia-bola e força. Fácil compreender que a primeira banca foi entregue à casa de apostas.Mais tarde e muito por força da atenção mediática dada aos apostadores profissionais portugueses, decidi abrir conta na Betfair e fui atrás de conhecimentos, técnicas, compreender como estes conseguiam viver exclusivamente de apostas e alguns até, ser milionários. Nesta altura já conhecia os termos, mas não os dominava. Ouvia falar de consistência e achava que era ganhar todos os dias. O que lucrava num dia acabava por perder no dia seguinte.Cheguei à conclusão que precisava de melhorar, aprender, aperfeiçoar. Ao longo deste período fui apanhado pelo processo de legalização e acabei por guardar este projecto numa caixa e escondê-la no fundo do armário.O lançamento do Placard trouxe de novo "o bichinho" e lancei-me na procura de conhecimento, na experimentação e sobretudo, na especialização. Facto que nenhuma das casas legalizadas em Portugal me poderia oferecer os preços que eu necessitava para crescer, evoluir e acima de tudo, procurar o Longo Prazo.Confesso que o último semestre de 2017 e o primeiro de 2018 revolucionaram a minha percepção sobre a indústria e transformaram, completamente o meu paradigma permitindo-me projectar com clareza aqueles que são os meus objectivos e o caminho que devo seguir para concretizar os meus sonhos nas apostas.Actualmente, considero-me especialista no mercado de golos e procuro trabalhar de forma profissional com casas de apostas profissionais. Procuro publicar regularmente as minhas análises que ultrapassam a simples sugestão de aposta porque, considero muito importante um apostador ter a capacidade de redigir os factos apurados e justificar a sua aposta, de maneira a que muitos o compreendam e não apenas o próprio. Tal, permite-me confirmar o meu prognóstico ou, em alguns casos revê-lo e alterá-lo.Não vivo exclusivamente de apostas porque ainda não realizei todos os passos que necessito, mas, não tarda.Despeço-me com um forte abraço.Hélder M Queimado

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100% corretíssimo.